Biografia completa

Cristovão Bastos - foto: (,,,)
Cristovão Bastos (Cristovão da Silva Bastos Filho), nascido no bairro de Marechal Hermes, na cidade do Rio de Janeiro, em 3 de dezembro de 1946, é compositor, pianista e arranjador.

Estudou teoria musical e acordeom desde cedo, formando-se aos 13 anos, quando iniciou sua carreira, tocando em bailes com a banda de “Creso Augusto”. Sua estréia como pianista foi aos 17 anos, numa boate em Cascadura, subúrbio do Rio de Janeiro. 

Foi um dos fundadores da Banda Black Rio, participando de sua primeira formação e do primeiro disco “Maria Fumaça” em 1976. No mesmo ano participou como solista, juntamente com flautista Copinha, do disco Memórias Chorando de Paulinho da Viola. 

Parceiro de grandes nomes como Chico Buarque — com quem compôs “Todo Sentimento” —, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Luciana Rabello  e Abel Silva. Cristovão criou e assinou arranjos para discos e shows de Nana Caymmi, Edu Lobo, Elza Soares, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Gal Costa, Nelson Gonçalves, Paulinho da Viola, Ângela Maria, Chico Buarque, entre outros

Em 1992, lançou, com o violonista Marco Pereira, o CD "Bons encontros", contendo as canções de Ary Barroso "Na baixa do sapateiro", "Aquarela brasileira" "No rancho fundo" (c/ Lamartine Babo), "É luxo só", "No tabuleiro da baiana" e "Folhas mortas", além das músicas de Noel Rosa "Feitio de oração", "Conversa de botequim", "Pra que mentir" e Feitiço da Vila", todas com Vadico, "As pastorinhas" (c/ João de Barro) e "Três apitos". O disco foi contemplado com o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Disco Instrumental. 

Em 1995, gravou com Leny Andrade o CD "Antônio Carlos Jobim - Letra & música", contendo as canções "Vivo sonhando", "Olha pro céu", "Luíza", "As praias desertas", "Fotografia", "Ana Luíza", "Você vai ver", "Este seu olhar", "Lígia", "Samba do avião", "Esquecendo você", "Corcovado", "Wave", "Ângela", "Outra vez" e "Águas de março". 

Em 1997, lançou seu primeiro disco solo, "Avenida Brasil", contendo suas composições "Os três chorões", "Mandacaru - Sertão do Caicó", "Um choro pro Valdir" (c/ Paulinho da Viola), "Rumo Zona este", "Todo sentimento" (c/ Chico Buarque) e "Avenida Brasil", além das canções "Tudo se transformou" (Paulinho da Viola), "Pianinho" (Edu Lobo e Aldir Blanc), "Round Midnight" (Williams e Monk-Hanighen) e "Mistura e manda" (Nelson Alves). 

Em 1998, sua parceria com Aldir Blanc foi registrada no CD "Novos traços", de Clarisse Grova. Ainda nesse ano, destacou-se como compositor de "Resposta ao tempo" (c/ Aldir Blanc), tema de abertura da minissérie "Hilda Furacão" (Rede Globo), na interpretação de Nana Caymmi. A canção foi contemplada com o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Música e encerrou a retrospectiva das Melhores Canções do Século, selecionadas por Ricardo Cravo Albin dentro do acervo fonográfico da EMI-Odeon. 

Em 1999, foi responsável pela direção e arranjos do show e do CD duplo "Gal Costa canta Tom Jobim", gravado ao vivo, e teve sua canção "Raios de luz" (c/ Abel Silva) registrada por Barbra Streisand no disco "A Love Like Ours". Também nesse ano, sua música "Suave veneno" (c/ Aldir Blanc), gravada por Nana Caymmi, foi tema da novela de mesmo nome realizada pela Rede Globo. 

No cinema, participou, como arranjador, das trilhas sonoras compostas por Edu Lobo para os filmes "Boca de ouro" e "Guerra de Canudos"; como instrumentista, da trilha sonora do filme "O homem nu"; e como compositor da música do filme "Mauá, o imperador e o rei". 

Foi contemplado, como arranjador, com o Prêmio Sharp pelos discos "Paulinho da Viola" e "Parceria", de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, na categoria Melhor Arranjo de Samba; "Disfarça e chora", de Zé Nogueira, na categoria Melhor Arranjo Instrumental; "Tantos caminhos", de Carmen Costa, e "Resposta ao tempo", de Nana Caymmi, na categoria Melhor Arranjo de MPB; e "Agnaldo Rayol", na categoria Melhor Arranjo de Canção Popular". 

Em 2002, lançou, com o grupo Nó em Pingo D'Água, o CD "Domingo na Geral", contendo, de sua autoria, as canções "Perspectivo" e "Amigo bandolim", além da faixa-título.

Em 2006, compôs a trilha sonora do filme “Zuzu Angel”, de Sérgio Rezende, lançada em CD pela Universal.

Integrando o Quarteto Brasil, ao lado de Bororó (baixo), Zé Canuto (sax) e Jurim Moreira (bateria), em 2007 lançou no mercado europeu, pela gravadora suíça Kind of Blue, o CD “Bossa Nova – Delicado”.


Cristovão Bastos - foto: Sergio Brandão
Em 2008, gravou o CD “Curtindo a Gafieira”, contendo suas composições “Gafieira Suburbana”, “O galo fugiu”, “Fim de tarde - Posto 3”, “Maxixe, Quiabo e Jiló “, “Vai e volta”, “Rumo tranquilo”, “Pista cheia”, “Rosto colado”, “Partido da Canja” e “Outro verão”. O disco contou com a participação dos músicos Ricardo Pontes (flauta, picolo e sax alto), João Lyra (violão e guitarra), Celsinho Silva (pandeiro e tamborim), Henrique Band (sax tenor e sax barítono), Jorge Helder (contrabaixo acústico e contrabaixo elétrico), Roberto Marques (trombone), Dom Chacal (percussão), Zé Canuto (sax alto e sax soprano), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Dirceu Leite (clarineta), Ovídio Brito (tamborim, cuíca, reco e agogô) e Carlos Bala (bateria). Nesse mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio Tim de Música, na categoria Melhor Arranjador, pelo CD “Acústico MTV”, de Paulinho da Viola. Em 2011, foi contemplado com o Prêmio da Música Popular Brasileira, na categoria Melhor Arranjador.

Em 2012, apresentou-se, ao lado do violonista João Lyra, no espaço Caixa Cultural (RJ), pela série “Maestros Populares”.

Em 2014, acompanhou Fafá de Belém, em shows nas cidades de Recife/PE, Belém/PA, Salvador/BA e São Paulo/SP; participou dos shows da comemoração dos 50 anos de carreira de Paulinho da Viola, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo; Participa do projeto 'Danças', de Mauro Senise (Biscoito Fino). O álbum traz um CD e DVD - onde contém duas músicas de sua autoria 'choro dos mestres' e 'Sem Palavras, além da participação como arranjador e instrumentista. O álbum contou com participações especiais dos instrumentistas, arranjadores e compositores Gilson Peranzzetta, Jota Moraes, Cristóvão Bastos e Antonio Adolfo, com direção de Walter Carvalho e coreografia e interpretação corporal de Deborah Colker e Chico Diaz; Em setembro, apresentou-se ao lado dos violonistas João Lyra e João Camarero, no Clube do Choro de Brasília/DF; Ainda, participou do projeto "Rio de Janeiro – Álbum Pitoresco-Musical – 1856 e 2014", idealizado por Edgard Poças, Rodrigo Alzuguir e Carol Miranda; Acompanhou Edu Lobo no show em Vitória/ES.

Em 2015, participou do lançamento do VI Festival Nacional de Choro, onde se apresentou com a Orquestra Furiosa Portátil e convidados, no espaço BNDES, na cidade do Rio de Janeiro; acompanhou Paulinho da Viola no show, na cidade de Recife/PE; 

Constam da relação dos intérpretes de suas canções Paulinho da Viola, Márcia, Alaíde Costa, Nana Caymmi, Mauro Senise, Paulinho Trompete, Zé Nogueira, Luciana Rabello, João Nogueira, Banda Black Rio, Demônios da Garoa, Raphael Rabello, Simone, Água de Moringa, Chico Buarque, Verônica Sabino, Ney Matogrosso e Zezé Gonzaga, Amélia Rabello, Clarisse Grova, entre outros.
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PRÊMIOS
1990 - Prêmio Sharpna categoria 'Melhor Arranjador de samba' para o disco “Eu canto samba", de Paulinho da Viola"
1994 - Prêmio Sharp, categoria 'Melhor Disco Instrumental', para “Bons Encontros” em parceria com o violonista Marco Pereira.
1995Prêmio Sharpna categoria 'Melhor Arranjador de samba' para o disco "Parceria", de João Nogueira e Paulo César Pinheiro;
1996Prêmio Sharpna categoria 'Melhor Arranjo Instrumental', para o disco "Disfarça e Chora", do saxofonista Zé Nogueira;
1997 Prêmio Sharpna categoria 'Melhor Arranjo de MPB', para o disco "Tantos caminhos" de Carmen Costa;
1999 - Prêmio Sharpna categoria 'Melhor Arranjo de Canção Popular', para o álbum "Agnaldo Rayol", de Agnaldo Rayol;
1999 - Prêmio Sharpna categoria 'Melhor Música MPB' para "Resposta ao Tempo", em parceria com o compositor Aldir Blanc, interpretação Nana Caymmi;
1999 - Prêmio Sharpna categoria 'Melhor Arranjo MPB' para o disco 'Resposta ao Tempo', de Nana Caymmi;
2008Prêmio Tim de Música, na categoria 'Melhor Arranjador', para o disco “Acústico MTV”, de Paulinho da Viola. 
2011 - Prêmio da Música Popular Brasileira, na categoria 'Melhor Arranjador', para o disco ‘Tantas Marés’, de Edu Lobo.


OBRAS
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DISCOGRAFIA
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CINEMA, TEATRO E TELEVISÃO

Cinema
Trilha sonora
1999 - Trilha sonora do filme "Mauá, o Imperador e o Rei", de Sérgio Resende;
2006 - Trilha sonora do filme "Zuzu Angel", de Sérgio Rezende, lançada em CD pela Universal.
2010 - Trilha sonora do filme "A suprema felicidade", de Arnaldo Jabour.

Arranjos e orquestração
1990 - Arranjos para a música de Edu Lobo, trilha sonora do filme "Boca de ouro", de Walter Avancini; 
1997 - Arranjos e orquestrações para a música de Edu Lobo, trilha sonora do filme "Guerra de Canudos", de Sérgio Rezende.

Instrumentista
1997 - participa com instrumentista, da trilha do filme "O homem nu", de Hugo Carvana.
2001participa com instrumentista, da trilha do filme "O Xangô de Baker Street", de Miguel Faria Jr.

Participa
2003 - Documentário "Paulinho da Viola - meu tempo é hoje", de Izabel Jaguaribe;
2007 - Documentário "Edu Lobo - Vento", de Bravo Regina Zappa e Beatriz Thielmann;
2010 - Documentário "Rio Sonata: a cidade e a inspiração de Nana Caymmi", de Georges Gachot


Teatro
Trilha sonora e direção musical
2000 - Compôs juntamente com Aldir Blanc, a trilha sonora do musical "Tia Zulmira e nós", adaptação do jornalista João Máximo para os textos de Stanislaw Ponte Preta (pseudônimo de Sérgio Porto), com direção de Aderbal Freire Júnior;
2002 - Direção musical da peça teatral "Elis: estrela do Brasil", de Douglas Dwight e Fátima Valença, com direção de Diogo Vilela.


Televisão
Música
1998 - Compôs a música “Resposta ao Tempo”, em parceria com Aldir Blanc, interpretada por Nana Caymmi, tema de abertura do seriado Hilda Furacão, da TV Globo;
1999 - Compôs a música “Suave Veneno, em parceria com Aldir Blanc, interpretada por Nana Caymmi, tema de abertura da novela homônima, da TV Globo, indicada para o Grammy Latino 2000;


Cristovão Bastos - foto: (,,,)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, Carolina Gonçalves. O choro que se aprende no colégio: a formação de chorões na Escola Portátil de Música do Rio de Janeiro. (Dissertação Mestrado em Ciências Sociais). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, 2009. 
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed., Esteio Editora, 2010. 3ª ed., EAS Editora, 2014.
ARAGÃO, Daniela. Entrevista com o pianista, compositor e arranjador Cristovão Bastos - Parte I. Disponível no link. (acessado em 13.3.2015).
ARAGÃO, Daniela. Entrevista com o pianista, compositor e arranjador Cristovão Bastos - Parte II. Disponível no link. (acessado em 13.3.2015).
BASTOS, Cristovão. in: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileiro. Disponível no link. (acessado em 12.3.2015).
BASTOS, Cristovão. in: Acervos e autores/Instituto Casa do Choro. Disponível no link. (acessado em 12.3.2015).
BASTOS, Cristóvão; BUARQUE, Chico. Todo o sentimento [partitura]. In CHEDIAK, Almir. Songbook Chico Buarque. 3ª ed., Rio de Janeiro: Lumiar Editora, 1999. (Vol II). p.191-193.
BROLEZZI, Antonio Carlos. Epistemologia e história: anotações para uma história da matemática às avessas. IME/USP. Disponível no link. (acessado em 12.3.2015).
BUARQUE, Chico. Parceiros - um olhar sobre a obra de Chico Buarque. in Biblioteca da Universidade Federal de Lavras/MG. Disponível no link. (acessado em 12.3.2015).
DINIZ, André. Almanaque do Choro: a história do chorinho, o que ouvir, o que ler, onde curtir. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. 
FENSKE, Elfi Kürten (pesq., sel. e org.). Música brasileira: o choro e seus chorões. Templo Cultural Delfos, Fevereiro/2015. Disponível no link. (acessado em 12.3.2015).
GAROTTI JR. Jether Benevides. César Camargo Mariano, Cristóvão Bastos e Gilson Peranzzetta - Uma análise musical das técnicas de acompanhamento pianístico na música popular brasileira no final do século XX. (Dissertação Mestrado em Música). o Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2007. Disponível no link e link. (acessado em 12.3.2015).
MIMINE, Rosa. O lugar do piano no choro. [entrevista] A Nova Democracia, ano VI, nº 43, junho de 2008. Disponível no link. (acessado em 19.3.2015).
OLIVEIRA, Rodrigo Eduardo de. Flor-do-cerrado: o Clube do Choro de Brasília. (Dissertação Mestrado em História). Universidade Federal de Uberlândia, 2006. Disponível no link. (acessado em 30.1.2015).
SOARES, Márcio Ronei Cravo. A canção Todo Sentimento, de Chico Buarque e Cristóvão Bastos: um exercício de leitura verbo-musical. (Dissertação Mestrado em Música). Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2007. Disponível no link. (acessado em 12.3.2015).

VALENTE, Paula Veneziano. Transformações do choro no século XXI: estruturas, performances e improvisação. (Tese Doutorado em Música). Universidade de São Paulo, USP, 2014. Disponível no link. (acessado em 31.1.2015).


Outras fontes
:: Discos do Brasil.
:: Escola Portátil de Música.
:: Prêmio da Música Brasileira.



CRÉDITOS DO SITE
Pesquisa e edição do site: Elfi Kürten Fenske
Foto de capa do site: Cristovão Bastos - foto: Erick Dau.

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